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Brasão do Município de Cidreira Prefeitura Municipal de Cidreira Estado do Rio Grande do Sul

Histórico

A história de Cidreira está ligada à ocupação do Litoral Norte do Rio Grande do Sul e ao desenvolvimento dos antigos povoados formados entre o oceano, as dunas e as lagoas da região

Conteúdo historio primeiros registros históricos apontam que, em 1767, a Coroa Portuguesa concedeu a sesmaria de Cidreira ao Almoxarife-Mor Manuel Pereira Franco. O primeiro núcleo de ocupação teria se formado a aproximadamente uma légua do mar, em uma época em que a faixa litorânea ainda era pouco valorizada economicamente devido às características arenosas do solo e às dificuldades de acesso.

Durante muitas décadas, a região manteve características predominantemente rurais e de baixa ocupação. A aproximação com o mar passou a ganhar importância principalmente a partir da segunda metade do século XIX. Por volta de 1860, começaram a chegar os primeiros veranistas, que viajavam até Cidreira em carretas puxadas por bois. As estadias eram simples, muitas vezes em casas de palha com chão de areia batida. Esse movimento representou o início da vocação turística que, ao longo do tempo, se tornaria uma das principais características do município.

A partir da década de 1930, o balneário começou a apresentar uma estrutura urbana mais definida. Surgiram as primeiras casas de madeira e foi construída a Igreja de Nossa Senhora da Saúde, também originalmente em madeira. Em 1941, por iniciativa do padre Caruso, foi instalado um gerador de energia elétrica em Cidreira, que funcionava até aproximadamente as 22 horas, trazendo uma importante melhoria para a comunidade da época.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Cidreira também sentiu os reflexos do contexto internacional. Em 1943, segundo o histórico registrado pelo IBGE, havia rigoroso controle sobre os moradores e a iluminação era desligada às 20 horas. A medida buscava reduzir a visibilidade do povoado a partir do oceano, diante do receio relacionado à passagem de embarcações estrangeiras em alto-mar.

Com o passar dos anos, o crescimento do turismo e da ocupação do litoral impulsionou o desenvolvimento da região. Até meados do século XX, grande parte dessa faixa costeira pertencia ao Município de Osório. Na década de 1960, iniciou-se um movimento de emancipações municipais no Litoral Norte, especialmente com os processos envolvendo Tramandaí e Capão da Canoa. O plebiscito relacionado à emancipação de Tramandaí foi autorizado pela Assembleia Legislativa em 25 de maio de 1965 e realizado em 25 de junho do mesmo ano. Esse movimento abriu caminho para que outros distritos da região passassem a buscar autonomia administrativa.

Cidreira permaneceu vinculada administrativamente a Tramandaí até a década de 1980. Com o crescimento da população, da atividade turística e da estrutura urbana, fortaleceu-se também o movimento pela emancipação política do balneário.

A emancipação ocorreu por meio da Lei Estadual nº 8.606, de 9 de maio de 1988, quando Cidreira foi elevada à categoria de município, com território desmembrado de Tramandaí e Palmares do Sul. A instalação oficial do novo município ocorreu em 1º de janeiro de 1989.

Nos primeiros anos de autonomia administrativa, o território municipal ainda passaria por alterações. Em 14 de novembro de 1990, a Lei Municipal nº 112 criou o Distrito de Pinhal e o anexou ao Município de Cidreira. Posteriormente, em 22 de março de 1993, a Lei Municipal nº 318 criou o Distrito de Costa do Sol.

Em 28 de dezembro de 1995, por meio da Lei Estadual nº 10.670, o Distrito de Pinhal foi desmembrado de Cidreira e elevado à categoria de município, dando origem ao atual Balneário Pinhal. A partir dessa reorganização territorial, Cidreira permaneceu constituída pelos distritos de Cidreira e Costa do Sol, conforme os registros históricos do IBGE.

A origem do nome Cidreira é tradicionalmente associada à presença, na região, de pequenas árvores da família das rutáceas, conhecidas pela produção da cidra. Essa explicação consta no histórico municipal mantido pelo IBGE. O gentílico oficial de quem nasce ou vive no município é cidreirense.

Ao longo de sua trajetória, Cidreira consolidou-se como um dos municípios do Litoral Norte gaúcho com forte identidade ligada ao mar, às lagoas, às dunas, à pesca e ao turismo. A própria Prefeitura destaca a importância da orla, da tradição pesqueira e do crescimento sazonal da população durante o verão. Atualmente, o município possui uma área territorial de aproximadamente 243 km² e registrou 17.071 habitantes no Censo de 2022, segundo o IBGE.

O desenvolvimento da cidade acompanhou a transformação dos antigos balneários do litoral gaúcho. O que inicialmente era uma região de difícil acesso e ocupação esparsa tornou-se uma cidade estruturada, com população permanente, serviços públicos, comércio, turismo e atividades culturais e esportivas.

Mais de três décadas após sua emancipação, Cidreira continua preservando sua ligação com o litoral e com as tradições locais, ao mesmo tempo em que busca ampliar sua infraestrutura e oferecer melhores condições de vida à população.

Sua história é construída tanto pelos primeiros ocupantes e veranistas quanto pelas gerações de moradores que escolheram Cidreira para viver, trabalhar e constituir suas famílias. Entre o mar, as dunas e as lagoas, o município segue desenvolvendo sua identidade e escrevendo novos capítulos de sua trajetória no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.

Emancipação política: 9 de maio de 1988
Instalação do Município: 1º de janeiro de 1989
Gentílico: cidreirense
Origem territorial: desmembramento de Tramandaí e Palmares do Sul.

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